O piloto, as três forças e o óbvio esquecido

tumblr_lyceoonERg1qh3hwso1_500Quando somos pequenos, aprendemos nas aulas de biologia do colégio que temos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato. Com eles podemos nos guiar no nosso dia-a-dia, sobreviver. Também aprendemos o quanto devemos ser felizes e gratos por sermos “inteiros”: não sermos cegos, termos dois braços e duas pernas, sermos “normais”. No entanto, as aulas não nos ensinam que, além dos cinco sentidos, temos três peças chave em nossa vida: temos uma cabeça que pensa, um coração que sente e um corpo que faz. Também não nos ensinam o quanto devemos ser infelizes se não soubermos que, por trás disso, ainda existe algo a mais. O que nos faz pensar o que pensamos, sentir o que sentimos e fazer o que fazemos vem de quem nós somos. Quem nós somos é uma questão ainda mais profunda, que é o processo de construção de nossa personalidade a partir das experiências que vivemos e dos vazios internos que possuímos. O quão infeliz é alguém que não sabe nem ao menos quem é?

Além dos nossos cinco sentidos, somos então seres que pensam, sentem e fazem, e tudo isso é baseado na personalidade que construímos a partir das experiências que tivemos. A questão então é que hoje somos bombardeados diariamente com maus exemplos: violência, ingratidão, injustiça, fome, desigualdade. Mesmo quando não há isso, quando estamos simplesmente vivendo nossas vidas, as pessoas à nossa volta parecem viver na inércia de uma vida medíocre no sentido em que, como a maioria, elas simplesmente não pensam, e, consequentemente, não sentem nada… O que acontece então é que, por não pensar e não sentir, tudo que essas pessoas fazem é vazio. Não que seus atos não gerem valor, mas são coisas sem significado, sem razão de ser, e assim levamos nossa vida, em um piloto automático sem fim.

O resultado disso tudo é que temos como verdade a frase que “compramos coisas que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para agradar pessoas que não gostamos”. Esse é o cúmulo de uma vida sem sentido, passar correndo atrás de uma moeda de troca, um papel que por si próprio não tem valor algum.

O que defendo é a saída dessa inércia. É consegui dar um passo de coragem, um passo de fé, olhar à volta e questionar nossos princípios, nossos valores atuais. Questionar se a vida é apenas um dia após o outro ou se é uma experiência mágica, e que tudo que temos é o tempo que vivemos, e assim devemos aproveitar ao máximo, levando em conta apenas o quanto fomos felizes durante essa caminhada. A vida não é só feita de frases bonitas, é verdade, ela é feita de ação, mas ação guiada através dessas frases bonitas. O que proponho é sairmos do piloto automático, é pensar, sentir e agir em sintonia e de acordo com o que acreditamos, fazendo sempre aquilo que nos deixa mais vivos. O que proponho é o óbvio, mas um óbvio tão esquecido na correria do dia-a-dia que talvez nem dê tempo pra parar e pensar nisso…

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