O que te faz chorar, amanhã já te faz rir!

200px-582746main_sunrise_from_iss-4x3_428-321As lágrimas (as da alma, não as de dor física) têm sempre dois motivos: tristeza ou alegria, seja de agora ou de tempos atrás. Assim, o que sentimos hoje se transforma em lágrimas, seja agora ou daqui a dez anos.

Mas peraí, tudo o que sentimos? É, sentimos. Vivemos a vida dia após dia, momento após momento. Passa rápido, é verdade, é como um piscar de olhos. Mesmo assim, olhamos pra trás e nos lembramos dos diversos episódios que vivemos, sejam ele engraçados, tristes, alegres, melancólicos, sem noção, ou até mesmo chatos. O que não dá pra fazer é viver momentos “neutros”, coisas que não agregam nada e das quais não vamos nos lembrar. “Ahhh, se lembra daquela vez que eu fiquei horas seguidas vendo tv?”, “E aquela vez que ficamos horas sem parar olhando os feeds no facebook?”. Pois é, ninguém se lembra desses momentos, ninguém sente esses momentos. O que nos lembramos são as conversas, as risadas de tirar o fôlego, as viagens, as aventuras, o esforço, as bebedeiras com os amigos, as paixões, as despedidas. Tudo isso nós sentimos.

Tudo isso vale a pena. Tudo isso nos deixa triste ou feliz, e nos faz pensar. Nos faz pensar tanto que, às vezes, é demais pra nossa mente. O que o cérebro pensa não suporta o que sentimos, e é aí que o choro vem. Outro dia li num poema na janela do ônibus que “os olhos inundam quando a mente transborda”. Simples e profundo, como tem de ser. Verdadeiro. No final das contas, por mais que doa, por mais que doa lá no fundo, nada do que sentimos é banal, e assim tudo isso acaba valendo a pena. O que não dá pra fazer é ficar parado vendo a vida passar, até porque ela passa num piscar de olhos…

Falo tudo isso porque hoje eu chorei. Pisquei os olhos e os últimos dois anos da minha vida passaram voando. Foi bom e ruim. Acho que aceitei, caiu a ficha. Não, não volta mais. Mas vai ficar sempre aqui, guardado dentro de mim, nos valores e no caráter que tenho, que construí grande parte nos últimos dois anos. Não volta mais, mas não sai de mim também. Pisquei os olhos, transbordei a mente, lavei a alma. E por que demorou tanto? Por que só agora, depois de tantos meses? Era medo, medo de aceitar, medo de largar de um trapézio para poder pegar no outro. Acho que foi, larguei. Agora estou no ar, no vazio, no desconhecido. Chorei de dor e de alegria: aceito e abraço o medo e o que está por vir.

Pra terminar, fica o convite: a vida é feita de momentos, então vamos sentir tudo o que dá pra sentir, chorar o que tiver que chorar, viver tudo que pudermos viver! Viver não sem medo, mas apesar do medo, e com a intensidade de saber que aproveitamos ao máximo. Assim, nenhuma alma é pequena. Assim, tudo vale a pena.

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