Relato de uma experiência no “mundo dos negócios”

gravataSexta-feira me despedi de mais um desafio que percorri. A Falconi hoje faz parte da minha história e não da minha rotina, do meu currículo e não do meu dia-a-dia. Foram seis meses de muitos aprendizados, trabalho duro, pessoas sensacionais e muito mais. Aprendi nessa experiência o quanto temos que trabalhar para ver algo concretizado: tentar realizar mudanças dentro de uma grande empresa é um dos maiores desafios que se pode ter, e aprender a lidar com os mais diferentes tipos de pessoas foi minha maior lição em todo esse tempo.

Se antes eu trabalhava em uma pequena empresa, em que todos eram amigos, tínhamos amor pela empresa e o prazer de trabalhar de graça, pude ver nos meus novos projetos o quanto o mundo pode ser duro, tornando as pessoas rígidas, presas e desesperançosas. Pude ver o quanto o mundo está cheio de pessoas que não enxergam um objetivo na vida, o quanto a vida pode ser banalizada a ponto de o trabalho ser um meio para a felicidade, e não um fim. Até para aqueles que têm grandes objetivos, a necessidade de também atingir objetivos pessoais que são sustentados pelo dinheiro tira a força desses grandes sonhos. Essas pessoas acabam então se sujeitando a contragosto ao sistema, e assim vão dia após dia perdendo a fé no que antes acreditavam ser o certo. O idealismo é visto hoje como utopia, e sempre que uma nova ideia surge a cautela é a primeira barreira. A frase que mais ouvi nesses seis meses foi “Cara, mas tu tem que ver que não é por aí…”.

É engraçado, sabemos processos, métodos e sistemas, somos muito bons no que fazemos, mas não vemos uma razão nisso, a não ser o salário entrando na conta no final do mês. Ideias são sempre bem-vindas, mas desde que não mudem o paradigma atual de submissão ao sistema vigente. Por quê? Porque quem está no topo concorda com o sistema vigente, e mais, ganha com isso. Se tudo está bem, com quem está no topo ganhando e distribuindo as migalhas aos demais, então por que mudar?

Entrei na Falconi com três objetivos: aprender, impactar – e não sendo hipócrita -, ganhar um salário. Posso dizer que aprendi muito, ganhei os salários que deveria, mas não impactei da maneira que queria. Esse é um relato totalmente pessoal e não deve ser generalizado, até porque sei de projetos que impactaram muito diversas organizações importantes para a sociedade, mas infelizmente não tive essa sorte.

Saio do estágio da Falconi com muitos novos conhecimentos, com pessoas incríveis que conheci e espero manter contato para sempre, mas principalmente com um questionamento: será que o mundo, principalmente o mundo dos negócios, é mesmo assim, tão duro e imutável quanto me disseram? Será que grandes empresas vão sempre surgir, como me disse meu professor no 1º semestre da faculdade, tendo a premissa básica de que lucro é um fim, e não uma consequência?

Eu sinceramente acredito que não, o mundo não vai ser sempre assim, até porque uma parte dele hoje já não é assim. No final das contas percebo que minhas dúvidas, questionamentos e também minhas respostas só surgiram a partir do convívio diário com meus colegas de trabalho, e por isso eu digo: MUITO OBRIGADO (não deve ter sido fácil ter me aturado).

VALEU FALCONI, ESPERO UM DIA NOS CRUZARMOS POR AÍ!

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