Está na hora de dar um passo adiante

SuperHeroes1Aceitar a vida como ela é não significa cruzar os braços e achar que as coisas dão errado por culpa do destino, mas sim criar o nosso mundo ideal e correr atrás para torná-lo realidade. Aceitar a vida como ela é significa entender que resultados só surgem a partir de atitudes. A vida não para nunca, ela está sempre acontecendo. Não dá para tirar férias da vida, não dá para tirar férias de quem nós somos, afinal nós somos tudo o que fazemos.

O processo de autoconhecimento começa quando percebemos isso, quando percebemos que estamos sempre, 100% do tempo, sendo postos à prova. Ao mesmo tempo, as oportunidades também estão sempre presentes, estão sempre passando na nossa frente, e depende de cada um de nós decidirmos se queremos agarrá-las ou não, se queremos nos colocar à prova ou não. Quanto mais nos mexemos e vamos atrás das coisas, mais oportunidades surgem, e assim nos colocamos em situações diferentes, dando a nós mesmos estímulos diferentes, que permitem então que nos conheçamos mais profundamente.

Começamos então a nos conhecer, a descobrir quem nós somos. Quando chegamos nesse ponto, chega a hora de estabelecer objetivos ou até metas. Podemos ser cada vez melhores, mas precisamos querer ser cada vez melhores. Se quisermos de verdade, com todas as nossas forças, basta então escolher quem queremos ser, acreditar profundamente nisso e ir atrás de ser essa pessoa.

Se olharmos a história do homem na Terra, podemos analisar que nunca tivemos tanta liberdade quanto agora. Desde sempre o homem se prendeu em fazer o que precisava para sobreviver, seja plantando para poder comer ou construindo casas para ganhar o dinheiro para poder comer. Agora, porém, temos a chance de evoluir, a chance de dar um passo adiante na evolução humana. Chegamos a um estágio em que podemos ser o que quisermos, desde arquiteto, astronauta, jogador de vôlei, escritor, empresário, médico, artista de rua. Há tantas opções de escolha, tanta coisa que podemos ser que nos perdemos entre tantas opções, e por isso ouvimos cada vez mais a frase “você precisa saber o que quer ser”. É verdade, precisamos saber quem queremos ser, até porque, se não soubermos, vamos acabar indo por qualquer caminho. Como diz o coelho em Alice no país das maravilhas, “se você não sabe aonde quer ir, qualquer caminho serve”. O que acontece quando não sabemos o que queremos é que vamos para qualquer lugar, e acabamos presos em um emprego que não é prazeroso, e que acaba sendo um meio para sermos felizes, e não um fim, um lugar em que somos felizes.

Empresários de sucesso sempre dizem, “faça o que você gosta”. Olhar para eles, que estão hoje no “topo” dizendo isso nos faz pensar: “sim, pra ti que está aí é muito fácil dizer isso”, mas o que não pensamos é que eles só chegaram lá justamente porque faziam o que gostavam. Nenhum emprego é perfeito, mas podemos nos lembrar sempre na história do garoto que queria atirar uma pedra na Lua. Toda noite ele ia até a floresta e atirava uma pedra em direção à Lua, tentando acertá-la. Ele nunca a acerta, mas cada dia tenta de novo e de um jeito melhor, chegando cada vez mais perto. É verdade, talvez ele nunca acerte na Lua, mas no final das contas sua pedra terá ido muito mais longe do que da primeira vez que tentou e ele chegado muito mais perto do seu objetivo do que se nunca tivesse tentado melhorar.

Viver a vida é um processo, ser feliz não é um destino. Quando olhamos para dentro, descobrimos aos poucos quem nós somos. Quando temos autoconhecimento, sabemos o que queremos, e, logicamente, iremos querer fazer algo do que gostamos, seja o que for. Quando fizermos então esse algo, temos que ser esse algo, de carne e osso, de mente e espírito. Por exemplo, minha profissão não é a de escritor, mas adoro escrever. Quando escrevo, como agora, eu sou um escritor com todas as minhas forças; quando vou jogar bola sou, naquele momento, jogador de futebol; quando estou na natação sou, naquele momento, nadador. Não interessa o que estejamos fazendo, temos que estar entregues ao momento, vivendo apenas aquele instante de segundo, que se chama Agora. Isso é ser 100%.

Somos então uma pessoa que se conhece, sabe o que quer, gosta do que faz e se entrega ao momento. Para sermos completos falta apenas uma coisa: caráter. De nada adianta fazer tudo muito bem e com amor se não temos respeito pelo próximo, amor pelo próximo. Não digo ser solidário, ser caridoso, mas sim respeitar os outros como se respeita a si mesmo, olhar toda e qualquer pessoa como um ser igual: isso é não ter preconceitos.  Temos de lembrar, como disse antes, que a vida é 100%, nós somos 100%, e assim ter caráter significa nunca dar brecha. Quando assumimos um papel temos que ser ele todo o tempo, como fazem os super-heróis. De nada adianta ser simpático com todos, mas quando chegamos em casa fazer piadas racistas. Nós somos o que fazemos, e, se fazemos piadas racistas, somos racistas. Meio foda dizer isso, mas é verdade. Imagine se o Homem-Aranha defendesse a cidade dos crimes, mas chegasse em casa e batesse na mulher. Não dá, não é? Quando assumimos um papel, temos regras que não podem ser quebradas. Exceções não existem, jeitinho não existe, e nem tem graça nenhuma. Nossas atitudes dizem quem somos, é como dizia Aristóteles, “nós somos o que fazemos repetidamente”.

Se queremos então ser alguma coisa, se queremos mesmo ser esse alguém que imaginamos que podemos ser, precisamos nos observar. A auto observação é uma das técnicas mais difíceis de serem feitas: precisamos sair do nosso corpo e nos olharmos de fora, como se nosso espírito saísse do corpo e nos observasse, como se fossemos um “eu observador”. Faça isso, se observe e veja que ações no seu dia-a-dia não estão de acordo com as da pessoa que você gostaria de ser. Quando as identificar, corrija-as. Depois de corrigi-las, monitore-se, continue se observando até ver que eliminou completamente as ações que antes fazia e que não condiziam com quem você quer ser. Por exemplo, digamos que eu queira ser simplesmente uma pessoa educada, e assim pense que, para ser essa pessoa, não posso mais dizer palavrões. Basta então, durante o meu dia-a-dia, me observar e começar a cortar esse tipo de atitude. Se realmente acreditar que isso é o certo e fizer isso com vontade, em pouco tempo terei conquistado meu objetivo.

Um exemplo diferente é quando queremos conquistar algo mais concreto: quando queremos ganhar uma bolsa de estudos no exterior, por exemplo. Sabemos que em seis meses podemos estar embarcando para a viagem de uma vida, e assim nos esforçamos fazendo testes de inglês, escrevendo cartas de motivação, calculando exatamente cada custo da viagem. Tudo isso é sensacional, mas temos que ter muito cuidado: não podemos projetar a nossa felicidade, pensar que quando viajarmos, aí sim seremos felizes, que quando estivermos em outro país, aí sim seremos felizes. Não podemos viver no futuro, só se vive no presente, só se é feliz no presente. Projetar a felicidade é ficar preso no tempo psicológico, fazendo do presente atual apenas um degrau para um futuro utópico: fazer isso é ficar preso no tempo, é perder o presente, no qual poderíamos também ser muito felizes.

A solução? A de sempre: viva o caminho! Faça cada teste de inglês com o prazer de estar aprendendo, escreva cada carta ciente de que está escrevendo cada vez melhor, viva e sinta cada esforço que você faz, aproveite cada esforço como parte de um processo de aprendizado. Viva esse presente, e, como recompensa, poderá também viver o presente durante a viagem, que com certeza será também espetacular. Talvez não seja fácil viver e aproveitar o esforço que fazemos, mas aí voltamos para a história do garoto que atirava pedras na Lua: devemos tentar, talvez nunca consigamos de fato, mas com certeza seremos cada vez melhores nisso, e aí tudo fica mais fácil.

Por fim, sempre se lembre: viver não é só sorte ou azar, e se não quisermos que os outros decidam por nós é necessário ter atitude. Atitude para buscar nós mesmos a solução para nossos problemas, que pode ser tanto uma mudança total de hábitos quanto apenas uma mudança no olhar sobre certas coisas. Se queremos aceitar a vida como ela é, se queremos olhar para trás e dizer “tudo valeu a pena”, devemos nos lembrar, como diz meu amigo Maurício Sampaio, que “não importa o que eu penso hoje, importa o quanto eu fui feliz!”. Sejamos, então, felizes: hoje e não amanhã, Agora.

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