Já não escrevo

Há quanto tempo não escrevo

Há quanto tempo não rabisco no papel

Uma só prosa, um só verso

Já não falo da Lua, não falo do céu

 

Já não falo do mundo

Não falo de mim mesmo

Há quanto tempo estou mudo

E não transbordo o que penso?

 

Uma carta em especial

Na minha mente está guardada

O coração quase sufoca

Mas a boca não diz nada

 

Há quanto tempo sou assim

Quanto tempo deve fazer?

Há quanto tempo estou em mim

Há quanto tempo tento Ser?

 

Perguntas sem respostas

Entradas sem saídas

Olho e vejo tantas portas

Mas não vejo nenhuma pista

 

Tão incerta quanto a rima

É a minha decisão

Não sei se pra baixo ou pra cima

Mas sigo meu coração

 

Sempre sigo, ele mostra a direção

Agora escrevo, e clareio a confusão

 

São tantas vozes, tantas dores

Tantos medos e incertezas

Tantas festas e amores

Tantos vícios e fraquezas

 

Que nem mesmo a escrita vai me salvar

Que nem mesmo a arte pode apagar

Mas hoje eu sei, algo é certo

Sou mais calmo quando escrevo, mais forte quando vivo e mais sábio quando erro

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