Distantes

efeito-dopplerOutro dia parei para pensar e vi quão diferente minha vida estava.

Engraçado pensar nas coisas que eu fazia há alguns meses, nas coisas que escrevia no verão passado, nas reflexões que tinha há alguns anos.

Tudo parece tão distante.

Olho minha vida como uma contagem exponencial. Antes, os anos eram parecidos, os verões se seguiam sem mudar – do jeito que deveriam ser. Hoje, os meses passam e parecem afastados, cada vez mais distantes. O que eu penso muda com tanta frequência que já não sei mais o que eu pensava antes.

É como se cada dia fosse se expandindo em dias maiores. É como se eu estivesse acordado por mais tempo, embora, na verdade, eu durma mais agora.

É como se eu estivesse mais atento. Vejo coisas que antes eu não via, embora ainda não veja muita coisa. Observo, escuto, sinto. Mudo.

Mas, e se tudo muda cada vez mais rápido, será que tudo que é bom hoje, pode não ser mais amanhã? Pode. Isso dá medo, dá vontade de parar.

Mesmo assim, me movimento. Parado não dá pra ficar: sou um nômade. Um viajante, apaixonado pela vida e pelo mundo: dois universos distintos, tão diferentes e tão iguais, tão distantes e tão próximos. Tão únicos.

Sigo. Quando o Sol nascer será mais um dia de mudanças.

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