Menino…

Por que tu chora?
Ninguém te disse?…
Pois é, a vida é triste…

Chorei então uma lágrima de sangue
Achei ser o herói
De novo ele, sempre ele

Escondido sob tantos disfarces
Não consigo me ver
Hoje herói, ontem vítima
Sou um menino fantasiado
Sou mocinho e vilão, polícia e ladrão
E quando sou eu então?

Sempre diferente, fora do padrão, querendo estar errado
Sempre na mente, seguindo passos
Mas não posso…
Sou um trem desgovernado!

Sinto a energia chegando
É algo vibrante!
Cada dia é mais louco
Cada segundo é mais um pouco…

E eu sigo fugindo
Das regras, das palavras, dos meus pais, dos meus sentimentos, dos meus mal-resolvidos…
Sigo correndo, cada vez mais rápido
Cada vez mais alto
Se eu pudesse ia pra Marte e deixa todos os meus problemas ali, esperando…
Mas eles vão continuar ali…
O tempo não cura, só faz esquecer
Mas um dia a gente volta
E eu não quero mais essa coleção fúnebre
De coisas semi-esquecidas
Parava que nem foram vividas…!
Mas essa é minha vida!
Minha história! Minha e do mundo! Minha e dos outros! Minha e tua!

Chegou a hora
Quero me apropriar
Recomeçar e reconectar
Com cada pedaço, cada memória
Sou um quebra-cabeças com peças faltando…

Mas eu procuro
Eu espero
E eu sorrio
De braços abertos
Com um abraço grátis
Com infinitos abraços de grátis

Eu juro que quero
E que eu sei
Que então eu choro
Um novo começo
Talvez diferente, talvez igual
Sempre em processo
Nasço a cada dia
Então, com um choro ainda mais sincero
Sem capa, sem máscara
Choro então minha existência

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