Almoço em Porto Alegre

Choro em mesas de restaurantes
E a palavra acalma o coração
Não tenho planos pra o que é distante
Cada dia toma toda minha atenção

Na rua o Sol bate forte na cabeça e no asfalto
O som do violino se mistura com o da ambulância
À luz da Lua presencio um assalto
Aquele senhor roubou toda minha arrogância

O que penso do mundo se desfaz em pequenos pedaços
O cimento da calçada não marca meus passos
Tenho só meu corpo e minha voz
Ando e canto pras almas que se sentem sós

Se vejo? Quem sabe?
Se sinto? Quantas perguntas…

Quem sabe a gente não pega a estrada
Desativa todas as contas interconectadas
Tira a senha do celular
E começa a acreditar
Que dá pra ser feliz sem pensar?

E não te preocupa
Que depois a gente volta
Quando bater a saudade de casa
Quando a gente precisar daquele abraço apertado, daquele cuidado
A gente volta e fica
As asas vão continuar nas costas
Assim como as raízes nunca saíram dos nossos pés

As lágrimas estão sempre lá guardadas no nosso estoque infindável de sentimentos
É só querer
ficar junto
que o mundo todo
fica com gosto de mousse chocolate

Acho que tá na hora de pagar a conta e sair daqui…

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