Posso mas não vou
quero mas não quero
sinto que não sou
mas espero

o tempo é o meu castigo
a toda hora
me lembra que estou vivo
que a cada segundo
eu existo
a cada minuto
eu persisto
e a cada dia
eu assisto

a mim mesmo na cama
o corpo reclama
sente falta do mar
sente falta do vento
da fogueira, do alento
que é se sentir em paz
sentir-se em calma
meu eu sente falta de sua velha alma

ela vem trilhando o caminho
e ele não é mais sombrio
é uma trilha de areia e pedras brancas
é longa e sinuosa, mas já não sinto frio
o sentimento é quente
e de todas as cores
o fim da espera é latente
o que eu quero é incoerente…

Mas eu estou vivo!
entendi o que quer dizer milagre
eu me sinto incrível!
eu corro livre, não preciso pedir que me larguem…
me acho no centro
já não sou alien de mim mesmo
renasco por dentro
e tudo que quero vem a seu tempo
hoje eu entendo…

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